Estou de volta ao blog. Nos dois últimos dias estivemos totalmente envolvidos com fraldas RN, chupetas e mimos. E devido ao sumiço do cabo da câmera fotográfica hoje ainda não vou poder postar as fotos. Mas creio que amanhã as primeiras imagens da Luísa vão estar disponíveis para todo mundo babar a vontade. Enquanto isso, um resuminho sobre a noite anterior ao nascimento.
Parto com hora marcada é uma coisa muito estranha.
Mas não deveria ser, já que alguns dos momentos mais marcantes da historia de qualquer um geralmente são agendados. Completar 18 anos tem data, formatura e casamento também. Mas, partos?
Eles estão em uma outra categoria. Num ponto do inconsciente coletivo onde se reúnem todos aqueles eventos que são muito esperados, mas que vai saber o porquê, tem forte conexão com o acaso como o primeiro beijo e o sonho de ter impostos mais baixos.
A Julia, por exemplo, chegou em uma data não programada. Juliane foi fazer uma consulta de rotina quando o nosso médico informou que já estava com 3 de dilatação. Dali a algumas horas nasceu.
Com a Luísa por indicação clinica, marcamos. E o nível de expectativa é enorme. Muito maior do que imaginávamos. Domingo às 07h00 não tinha jeito chovesse ou fizesse sol, nossa bebê estaria entre nós.
Por isso, procuramos na medida do possível, relaxar. Pedimos comida chinesa, locamos todas as comedias românticas açucaradas que encontramos e pensamos em coisas que contornassem a expectativa. Missão impossível.
A ansiedade teimou em pernoitar na nossa casa.
Passamos a noite em claro. Numa vigília monótona, olhando para a dança de luzes e sombras que a televisão desenhava na parede, de mãos dadas transmitindo força e segurança um pro outro sem que palavras fossem necessárias.
OPA! Tem um neném me chamando.
Amanhã conto sobre como foram os últimos preparativos e o grande momento de conhecer nossa segunda filha.
Ps. Se alguém quiser deixar recado na caixa de comentários agente não fica chateado.
