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Chegou o Tempo da Graça!

Junho 28, 2009

Sobre Hidrantes Amarelos

Abril 2, 2009

 

hidrante-amarelo

 

 

Eu moro no Oeste. Mais precisamente no centro-oeste do Brasil. E aqui nosso chão é rubro. Quer dizer o solo do cerrado tem muitas cores. Entretanto o vermelho se destaca pela fartura com que tinge nossa terra. Qual o resultado pratico disso?

Hidrantes amarelos.

Brasília é a única cidade do mundo que tem hidrantes desta cor. Por um motivo simples. Numa cidade de solo vermelho é mais fácil identificar um hidrante amarelo nos momentos de emergência.

Os fundadores da capital tinham essa preocupação. Temiam que durante um incêndio o vermelho (que a maioria dos hidrantes ao redor do mundo tem) confundisse os olhos dos bombeiros. Por isso optaram pelo amarelo, que mesmo diante das chamas continua a se apresentar vibrante e chamativo, facilitando o socorro nos momentos de aflição. Hidrantes são assim. Sinais de onde existe água disponível para os momentos difíceis. Sejam para apagar queimadas ou aplacarem secas, lá estão eles. Sempre rimando com nosso Hino Nacional “Firmes e impávidos colossos”.

Não sei muito sobre o que existia na Palestina de Cristo. Entretanto tenho certeza que os hidrantes ainda não haviam sido inventados. O que não impediu Jesus de descrevê-los para uma moça estrangeira.

“… porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”.

De um certo modo Cristo se referia àquelas fontes, da maneira que hoje tratamos nossos hidrantes. Afinal os hidrantes nada mais são que fontes de águas artificiais espalhadas pelas cidades para socorro em momentos de emergência. Por isso numa tradução mais livre o texto poderia ser entendido da seguinte forma.

“… porque a água que eu lhe der se fará nele um hidrante a jorrar para a vida eterna”. Tradução minha.

Já imaginou se como cristãos fossemos capazes desta simplicidade pratica?

No entanto estamos muito mais para pedra-pomes que para fontes generosas de águas pluviais.

Uns são semelhantes a hidrantes vermelhos num solo também vermelho. No tempo da dificuldade todos sabem que eles existem, mas são difíceis de encontrar. Ninguém é capaz de diferenciá-los da cor do chão. Só tons sobre tons que nada dizem ou oferecem.

Outros rompem em águas tão violentas e intolerantes que em vez de apenas apagar incêndios terminam por afogar justo aqueles que deveriam ser salvos.

A religião até parece e se porta como um hidrante, daqueles bem amarelões e estereotipados. Mas na hora do fogaréu em vez de água tudo o que os aflitos encontram é um hidrante expelindo fumaça. Apenas poluição inútil entupindo os pulmões da alma.

Por um instante, imagine a revolução que representaria se quando estivéssemos em algum lugar todos sentissem em nós aquilo que enxergam nos hidrantes. A certeza de que existe água disponível em nosso interior para saciar desde a sede das crianças até os maiores incêndios emocionais.

Imagine todas as pessoas que seguem os ensinamentos de Jesus como fontes que alimentam e não ressecam, águas que arrancam o peso da sujeira e não trazem enfado, canais abertos liberando água e nada mais que água.

Saltando diante dos olhos de todos como hidrantes amarelos reluzindo no meio da terra vermelha desta vida.

Pense nisso.

São Paulo: Mercadão, Mortadela e Bacalhau

Setembro 18, 2008

Eu amo São Paulo. É uma cidade que tem tudo haver comigo. Gosto da diversidade, do movimento e da comida. Tanto que nessa ultima passagem pela cidade realizei um sonho gastronômico.

 

Comer no mercado municipal.

Fomos eu e Junior. Cruzando aquela selva de pedra em busca de duas iguarias únicas. O sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau.

 Já na entrada se sente que aquele vai ser um almoço cultural. O mercadão (como os paulistas chamam o lugar) é lindo. Com aquela arquitetura cheia de detalhes, rostos, flores, bichos e vitrais. Para um brasiliense como eu acostumado a nossa arquitetura toda limpa e minimalista é como uma overdose de informações. Maravilha.

De uma senhora muito simpática de quem compramos umas eco-bags do mercado ouvimos a historia sobre a origem do sanduíche. Segundo ela a uns 50 e poucos anos atrás um homem pediu um sanduíche de mortadela no mercadão e reclamou com o Seu Mane dizendo que ele estava economizando no recheio. Seu Mane então resolveu entupir o homem de tanta mortadela colocando uns três dedos de recheio no pão. Pronto. Sucesso instantâneo que já dura mais de 50 anos.

 E foi lá no mesmo balcão que eu e Junior pedimos os nossos sanduíches de mortadela. Descrever o sabor é praticamente impossível. Acredito que a foto possa dizer mais do que qualquer comentário. O sanduíche é simplesmente perfeito.

 Do Mané  nos estapeamos pra ver quem chegava primeiro no balcão do Hocca, o melhor pastel de bacalhau da via láctea. 15 minutos de fila, 5 minutos de espera no balcão e 150 gramas de recheio.

 Com certeza uma das melhores refeições da minha breve vida. Quando for até Sampa não deixe de conferir.

 Ps. Amanhã impressões sobre a expo cristã.