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Crescer Dói

Abril 6, 2009

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Quando a vida inteira se resume a apenas 9 meses poucas coisas são tão doloridas quanto o nascimento dos primeiros dentes. As gengivas banguelas da Luísa estão feridas por pequenas pontinhas brancas, sinais da dentição que chega. Os reflexos imediatos são febre e mal-estar.

Crescer Dói

No entanto os resultados são dentes fortes para sentir novos sabores.

Também nós em algum ponto da existência vamos vivenciar o paradoxo de sentir dor para alcançar a alegria.

Esperar 18 anos para se obter carteira de motorista dói. Estudar até a formatura na faculdade dói. Gerar e dar a luz a um ser humano também dói. Só suportamos estas agonias por saber que após o sofrimento vem o prazer de dirigir, o orgulho de uma profissão e a aventura da maternidade.

Imagine então como seria se recebêssemos as ofensas, decepções e feridas como oportunidade de crescimento? Sentir dor e não usá-la para crescer é perda de tempo e vida.

Transformar males num motor de maturidade é revolucionário. Por isso tenha a serenidade de aceitar que dores no caminho são inevitáveis.

No entanto converta cada sofrimento da alma num degrau de sabedoria.

Afinal se soubesse falar Luísa diria: Crescer dói, mas crescer é sempre melhor que tomar apenas leite pelo resto da vida.

Pense Nisso…

Discipulindos

Maio 29, 2008

Não poderia deixar de postar aqui algumas imagens da ultima reunião da EQUIPE WALKING. Nas fotos estão poucos discipulos já que vários estavam tocando ou viajando.

São registros de pessoas que amo e quero me dedicar a servir cada vez melhor. A todos os que não foram fotografados ou faltaram, não fiquem tristes depois agente fotografa a galera toda.

 

 

Obrigado por existirem na minha vida!!!

AMO VOCÊS

LuiZa ou LuíSa? Eis a Resposta

Março 25, 2008

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Quando alguém nasce em uma família judia não recebe um nome imediatamente. Os pais convivem com o bebê um tempo. Conhecem mais sobre o temperamento, refletem sobre as circunstancias do parto e avaliam o histórico da gestação. Após esse processo escolhem cuidadosamente um nome que possa traduzir todos estes eventos em uma só palavra. Consulte sua bíblia e vai encontrar exemplos clássicos de nomes com significados lindos até alguns que dão arrepios quando descobrimos o sentido.

Por exemplo. Emanuel significa: Deus Conosco. Já Mara seria: Amarga

Mas se você se chama Mara não fique chateada, conheço Maras que são um doce e uns Emanueis que não querem nem saber de Deus.

Aqui no ocidente a coisa corre mais frouxa.

Cada um tem seu jeito de escolher o nome ideal para o filho. Alguns decidem por causa do som sofisticado da palavra, (Uxley Jason) outros querem homenagear figuras importantes (Wolfgan Amadeus Mozart da Silva), apaixonados juntam os nomes dos pais (Jairinho e Cassiane tiveram uma filha registrada como Jayanne) e falando nela tem os que adoram enfeitar enchendo os nomes com três N’s, vários Y’s e uma enxurrada de T’s.

Mas afinal de contas existe nome ideal?

Trabalhando por três anos num cartório lidei diariamente com prenomes dos mais simples aos totalmente exóticos. Tinha gente registrada como Antão, Mac Donald, Maicon Jequison além dos gêmeos Difuntino e Reduzino. Era uma festa. Em 1973 o governo resolveu colocar um freio na criatividade brasileira. Os cartórios hoje são proibidos de registrar nomes que possam colocar as crianças em situação vexatória. Mas como explicar a uma mamãe que Epistilênio é um nome, hum, bem, arf, um pouquinho inadequado?

Como a maioria dos brasileiros meu nome foi escolhido de forma bem peculiar. Sou Clayton por causa de uma marca de margarina.

Você já passou Claybom no pão de manhã antes de sair?

Se a resposta for sim. Lembre-se de mim no próximo intervalo para o cafezinho com biscoitos. Minha mãe ama margarina e achava lindo o nome da empresa que até 1986 fabricava a bendita.Anderson Clayton Inc.

Daí surgiu à vontade de ter dois filhos, um chamado Anderson e outro Clayton.Meu irmão seria batizado como Anderson, no entanto uma Tia que também curtia pão com manteiga teve seu filho dias antes do meu irmão nascer, por isso meus pais resolveram com Cléverson.

Agora tinha chegado minha vez de escolher o nome para uma filha.

Decidir por Julia tecnicamente foi fácil. Minha esposa já tinha esse nome desde o dia em que começamos a namorar. No segundo filho tínhamos decidido que se fosse menino seria batizado como Bernardo, já para menina gostávamos muito de LuíSa ou seria LuiZa???

No inicio não gastamos muitos neurônios pensando nisso porque ainda existia a possibilidade de termos um menino, hipótese que se dissolveu nos primeiros meses de gestação. Teríamos mais uma menina. Então hora de por a mão na massa e decidir qual a grafia correta. De cara começamos uma pesquisa informal juntos aos amigos e parentes. Deu LuiZa na cabeça.

Um dia fui garimpar num dicionário de prenomes e descobri que LuiZa com Z nem era mencionado, só existia LuiSa entre os verbetes. Resolvemos dar uma pesquisada e descobrimos o seguinte.

Para começar LuiZa ou LuíSa é o equivalente feminino de LuiS ou LuiZ.

Nome de origem germânica que em alemão arcaico é formado por duas palavrinhas:

Hlud – Fama e Wig – Guerra = Hludwig.

O que numa interpretação ao pé da letra seria “Guerreiro Famoso”

A forma latina do mesmo prenome é: Clodovicus e posteriormente Ludovicus.

Em francês antigo Looïs no moderno Louis.

Esse nome começou a ficar muito popular na Península Ibérica devido ao carisma de um rei francês chamado Luís IX e já foi utilizado por mais de dezoitoreis da França. Chique hein?

Aqui na nossa terrinha o nome foi “abrasileirado” ganhando versões (vai saber por que) com Z, ou seja, Luís se transformou em Luiz.

De acordo com as normas ortográficas vigentes LuiZ não é a forma correta de se escrever. No entanto tantas pessoas já foram registradas dessa forma que ninguém liga mais.

Assim as LuíSas seguiram pela mesma trilha transformando se em   LuiZas.

Isso é mais comum do que parece. Chamo-me Clayton, porque a fonte de inspiração dos meus pais foi uma empresa gringa e eles reproduziram a ortografia do prenome letra por letra, entretanto o mais comum é encontrar versões tupiniquins como: Cleyton, Cleiton, Cleito, Cleitu, Cleitom e por ai vai…

No fim a decisão é mais pessoal do que qualquer coisa.

Particularmente acho o Z muito quadrado. Sinto atração pelo S mais redondinho e delicado. Quando escrevo a mão também sinto que LuíSa flui de forma mais fácil.

Dias antes de registrar encontrei uma garotinha de uns 7 anos que se chamava LuíSa com S. Não resisti a pergunta.

- Você é feliz com o S?- Claro! Porque não seria?

Papo encerrado. Contrariando 96% das opiniões de pessoas próximas e distantes decidimos registrar nossa segunda filhinha como

Luísa Tabosa Oliveira.

A Palavra ensina: Mais vale o bom nome que as muitas riquezas.

E com certeza um bom nome é feito de muito mais do que detalhes como o S ou o Z. Um bom nome é fruto de caráter, integridade, ética, honestidade, sabedoria e todas estas coisas que andam tão em falta ultimamente.

Como pais queremos transmitir todos esses valores para nossas pequenas e isso com certeza é feito de um material muito mais complexo do que a fila de letrinhas utilizada para se referir a pessoas que podem as vezes até ter o mesmo nome, mas que com certeza são únicas.    

Quem tem medo de injeção?

Março 4, 2008

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Ontem eu estava atrás de alguns micróbios para minha recém-nascida.

Luísa havia completado oito dias de vida e depois de uma semana onde tudo o que ela conheceu foram os limites do nosso apartamento, nos aprontamos para mostrar a vida que corre fora das grades do condomínio.

O sol estava num amarelo lindo, vivo. Muita gente caminhando nas calçadas a sombra das arvores, que se debruçavam levemente sobre a avenida não muito movimentada. Eu dirigia devagar, vidros abertos para que Luísa pudesse conhecer o sabor da brisa no rosto. Lembrava um comercial de TV. Julinha cantarolava uma musiquinha que tinha aprendido na escola e mamãe aninhava a caçula nos braços. Mas meu objetivo não tinha nada haver com comerciais de margarina e afins.  

Eu queria micróbios.

Mas especificamente uma bactéria de nome complicado chamada Mycobacterium Bovis, ela cresce dentro das vísceras dos bois. Sem muito esforço encontrei o prédio onde a especialidade é exatamente essa. Introduzir micróbios em crianças. Dali a alguns minutos minha filhinha estava sendo perfurada com um pedaço fino de ferro para que as bactérias pudessem entrar no seu organismo. Um furo no braço direito, outro na coxa esquerda e antes de partir um corte no pezinho que sangrou bastante.

Calma!

Antes de pensar que sou louco e desalmado permita que explique os meus motivos.

Acabei de descrever ai em cima um processo que todos devem vivenciar. E que os pais amorosos jamais vão abrir mão de proporcionar aos filhos. Levei a Luísa para as primeiras vacinas e o teste de pezinho. As bactérias que procurava na verdade fazem parte da composição da medicação preventiva ministrada aos recém-nascidos.

Grosso modo é o seguinte. Em laboratório os cientistas enfraquecem todas aquelas doenças terríveis como hepatite, tuberculose e etc… A um nível em que aqueles germes não conseguem mais adoecer nem um neném. Eles aplicam micróbios enfraquecidos no corpo dos bebês para que o organismo jovem possa criar a resistência necessária para nunca ficar adoecido. Algumas destas vacinas são umas simples gotinhas, outras são aplicadas através de injeções, como as que a Luísa e todos os bebês brasileiros recebem no primeiro mês de vida.

Já o teste do pezinho é um furo feito no calcanhar. Um local rico em vasos sanguíneos. O sangue é coletado num papel filtro e examinado para prevenir doenças como: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística. Ufa!!

Mas como explicar tudo isso a uma criancinha de oito dias?

Como faze-la entender que na verdade todos aqueles furos e cortes eram provas do nosso amor?

Fiquei intrigado com aquela situação. Se meu bebê pudesse falar o que diria? Talvez me chamasse de masoquista. Ou então me acusasse de ser desnaturado.

- Primeiro passeio e em vez de diversão você me leva para ser furada e cortada?

 Como explicar a uma recém-nascida que aquelas bactérias retiradas dos intestinos dos bois na verdade vão fazer com que ela adquira a imunidade para jamais ficar doente?

Voltei para casa pensativo. Lembrei dos momentos em que pensava estar saindo para passeios com Deus e subitamente me vi sendo furado e cortado por todos os lados. Situações, pessoas, palavras, organizações, atitudes… A lista de injeções é extensa.

Só que diferente da minha caçula além de chorar sei falar.

E como reclamo.

Porque fui ferido? O Senhor não vai fazer nada para impedir? Não vê o quanto estou sangrando? Não vai punir as pessoas que estão me machucando?

Guiando o carro no retorno para casa me dei conta de que o mesmo processo que utilizei para garantir a saúde das minhas crianças é usado o tempo todo por Deus em mim.

Oseías 06:01 diz…Ele nos feriu, mas com certeza vai nos curar;(NTLH)

No entanto era tão imaturo para compreender a profundidade desta jóia da Palavra.

Não foram nos momentos de risos e celebração que cresci e melhorei. Não foram nas festas que mudei meus rumos. Holofotes não trouxeram cura. Aplausos não forjaram o caráter.

Confrontos e arrependimento sim.

Lagrimas e reflexão também. Foram nas horas de dor que mirei o alto procurando os olhos do Pai. Na solidão busquei Suas mãos e no silêncio encontrei as respostas para minha alma aflita.

Meu Pai não estava me ferindo quando permitiu que as adversidades da existência me alcançassem. Estava me vacinando. Permitindo que alguns micróbios espirituais entrassem em contato com minhas emoções, preparando meu coração para desafios maiores, tornando meu espírito fortalecido ante as lutas que teria. Adestrando minhas mãos para a vida.

Apenas quando fui obrigado a ferir uma filha para conseguir cura, compreendi o que o Senhor (que é pai) quis dizer em Oséias 06:01. E esta lição foi libertadora. Mudou a forma como interpretei vários eventos que vivi ao longo da caminhada.

Comecei a substituir cada uma das alfinetadas que recebi. Em vez de ofensas. Vacinas.

Vacinas contra mentira, vacinas anti-decepção, vacinas que previnem o ódio, divisão, hipocrisia, falta de amor, religiosidade, ambição desmedida, olhos altivos… A relação é enorme. Você pode fazer a sua.

Entendi como um ato de amor do meu Pai, permitir que eu levasse tantas injeções.

Afinal todos os vírus estão tão mortais quanto ontem. Não foram os micróbios que ficaram fracos, foi Luísa que ficou mais forte.

E ao lado da certeza da força, está o entendimento de que outras agulhadas virão. Minha pequena ainda precisa de muitas vacinas ao longo da vida. Eu também.

Troquei as orações que pediam justiça por preces de gratidão.

Prefiro vivenciar a dor da vacina que cura, do que atravessar a existência na dormência que adoece corpo, alma e espírito.

Ultimo detalhe.

Ao ser vacinada com uma injeção na perninha minha neném que estava dormindo começou a chorar forte de dor. Mas quando a tomei nos braços ela instantaneamente silenciou, adormecendo novamente como se nada houvesse acontecido.

Na próxima vez que sentir agulhadas em meu coração, vou repetir o que aprendi com Luísa ontem. Aninhar-me nos braços do Pai, adormecer e confiar.

Enquanto estiver neste abraço, jamais vou adoecer.  

A alegria vem pela manhã (bem cedo)

Março 1, 2008

O dia nasceu lindo no domingo. Levantamos as 06h00 da matina, conferimos as nossas coisas e zarpamos para o hospital. Estrada deserta, trânsito excelente.

Um funcionário com cara amarrotada de sono nos recebeu e começou os procedimentos chatos e burocráticos de internação. Eu estava elétrico, a Jú em pânico, mas os dois mantendo o bom humor. Meu irmão já estava nos esperando com filmadora a tira-colo.

na recepção do hospital

Subimos para o nosso apartamento. Era grande, ventilado, com um banheiro enorme e uma televisão que insistia em não funcionar. Entrei me jogando no sofá, fingindo estar num hotel. Liguei na recepção para reclamar da TV, minha fantasia não durou 40 segundos, quando a mocinha de branco entrou toda sorridente com roupas cirúrgicas nas mãos caiu à ficha. Luisa estava chegando.

Juliane de roupa trocada foi caminhando para o centro cirúrgico. Fiquei para trás pegando as ultimas instruções sobre como operar uma filmadora com a mão direita e câmera fotográfica na esquerda, ao mesmo tempo. Sai desajeitado atrás da enfermeira já filmando o caminho entre o apartamento e o local da operação.

Chegando encontrei nossos médicos com um humor ótimo. Maior astral. A equipe que realizaria nosso parto era internacional, um equatoriano Dr. Ramiro Morocho (Nosso obstetra) e um árabe Dr. Mohamed Ibrahim. Excelentes profissionais. Fizeram piada das minhas mãos ocupadas e me apressaram para trocar de roupa. Dentro do vestiário começou a bater aquela ansiedade na boca do estomago.

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- Ándale Hombre!! Me apressava doutor Ramiro.

Na sala de operações os procedimentos para a cirurgia já haviam começado. A Jú procurava com olhos aflitos, por isso me deixaram entrar e acalma-la durante a anestesia.

Observação Importante: Somos TOTALMENTE a favor do parto normal. Desde o inicio da nossa gravidez consideramos a cesariana como ultima alternativa. O motivo de a Luisa chegar ao mundo nesta modalidade de parto você vai descobrir daqui a pouco.

Os doutores entraram. Tranqüilizaram a Jú, informando que todos os aparelhos registravam condições ideais de parto e que todas as sensações horríveis da anestesia não eram nada além de… Sensações. Tudo estava certo.

No entanto minha mulher estava com os nervos à flor da pele.Os assistentes colocaram uma cadeirinha para que sentasse perto da cabeça da Jú, atrás do pano. Eu ficava acalmando a parturiente e tentando registrar tudo ao mesmo tempo com as duas mãos. Quem me conhece sabe o quanto eu sou unidirecional. Não consigo falar ao telefone e ler ao mesmo tempo. Imagina meu aperto.

O anestesista não parava de chamar.

- Vem filmar aqui na frente. Tá fazendo o corte agora ó.

- Só a neném. Agente só quer registrar a neném.

Eu tinha que repetir todo tempo.Quem vai querer bisturis, sangue e seringas como lembranças de infância? Cada uma hein.

- Venga, para cá!! Está em la hora!!

De bate pronto pulei da cadeira e corri para frente. No nervosismo fui conferir a se a filmadora estava gravando e acabei desligando. Com as mãos nervosas coloquei a maquina fotográfica na opção de filmar e gritei Vai!

Em um momento desses o tempo para. Nada que eu escreva. Nenhuma palavra consegue traduzir a dimensão que tem. A expressão “amor à primeira vista”ganha um sentidomágico numa hora como essa. Se você é pai ou mãe entende o que estou dizendo. Se ainda não é sinceramente espero que um dia compreenda.

Talvez você não tenha percebido, mas num movimento rápido o médico desenrolou o cordão umbilical do pescocinho.

Agradeço a Deus por todo o avanço da medicina. Quantas mulheres e crianças já morreram devido a complicações com cordões umbilicais? Já aconteceu uma vez na minha casa. Devia ter uns 12 anos. Chegaram com uma mulher em trabalho de parto e colocaram no quarto dos meus pais. Ela parecia sentir muita dor e para tentar ajudar disse pra ela que se fosse um menino o chamasse de Clayton. Ela deve ter ficado lá por umas duas horas e no outro dia soube que o bebê infelizmente morreu ao nascer por estar com o cordão em volta do pescoço. “Bendita” rede pública de hospitais. Era um menino e ela o chamou de Clayton.

Domingo graças a Deus e a toda a evolução minha filhinha nasceu perfeita.

A partir daí foi festa. Filmar o teste de Apgar. Conferencia de peso e tamanho. Primeiro banho. Ligar para os pais e transmitir o chorinho. Correr para descrever melhor a neném para a Jú. Só alegria.

Antes que me esqueça, os números.

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 24/02/2008. Às 07h45. 3,400 kg. 49 cm. Cesariana.

O pós-operatório foi tranqüilo. Em algumas horas as duas já estavam no apartamento descansando. Nossos amigos e parentes deram um trabalhão para os seguranças do hospital. Uma procissão começou a se formar desde o momento em que estávamos no centro cirúrgico. Pai, mãe, irmãos, cunhados, tios. Ê povo animado. Deixa a criança dormir gente!

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Passei a primeira noite da Luisa ao lado dela e da mamãe. Assistimos ao Oscar juntos.Quer dizer. Prestar atenção, não prestamos. Estávamos muito encantados para fazer outra coisa senão cheirar e beijar aquele pedacinho de gente.

No outro dia a Julinha conheceu a irmãzinha. O encontro foi lindo, Julia foi super receptiva. Só que as pilhas da maquina resolveram falhar na hora. Mas a vovó registrou. Logo posto as fotos das duas juntas. Lindas.

Ser pai de segunda viagem é como um sonho. É como um candango visitando o rio de janeiro pela segunda vez. Não entendeu? Amanhã explico. 

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A luísa nasceu linda, perfeita e cara da Julia. Elas são iguaizinhas. Pelo menos ao nascer.

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A Palavra diz que a alegria vem pela manhã, no nosso caso ela chegou bem cedo.

Obrigado Senhor. =]

Antes do amanhecer

Fevereiro 27, 2008

Estou de volta ao blog. Nos dois últimos dias estivemos totalmente envolvidos com fraldas RN, chupetas e mimos. E devido ao sumiço do cabo da câmera fotográfica hoje ainda não vou poder postar as fotos. Mas creio que amanhã as primeiras imagens da Luísa vão estar disponíveis para todo mundo babar a vontade. Enquanto isso, um resuminho sobre a noite anterior ao nascimento.

Parto com hora marcada é uma coisa muito estranha.

Mas não deveria ser, já que alguns dos momentos mais marcantes da historia de qualquer um geralmente são agendados. Completar 18 anos tem data, formatura e casamento também. Mas, partos?

Eles estão em uma outra categoria. Num ponto do inconsciente coletivo onde se reúnem todos aqueles eventos que são muito esperados, mas que vai saber o porquê, tem forte conexão com o acaso como o primeiro beijo e o sonho de ter impostos mais baixos.

A Julia, por exemplo, chegou em uma data não programada. Juliane foi fazer uma consulta de rotina quando o nosso médico informou que já estava com 3 de dilatação. Dali a algumas horas nasceu.

Com a Luísa por indicação clinica, marcamos. E o nível de expectativa é enorme. Muito maior do que imaginávamos. Domingo às 07h00 não tinha jeito chovesse ou fizesse sol, nossa bebê estaria entre nós.

Por isso, procuramos na medida do possível, relaxar. Pedimos comida chinesa, locamos todas as comedias românticas açucaradas que encontramos e pensamos em coisas que contornassem a expectativa. Missão impossível.

A ansiedade teimou em pernoitar na nossa casa.

Passamos a noite em claro. Numa vigília monótona, olhando para a dança de luzes e sombras que a televisão desenhava na parede, de mãos dadas transmitindo força e segurança um pro outro sem que palavras fossem necessárias.

OPA! Tem um neném me chamando.

Amanhã conto sobre como foram os últimos preparativos e o grande momento de conhecer nossa segunda filha.

Ps. Se alguém quiser deixar recado na caixa de comentários agente não fica chateado.

Extra, Extra!

Fevereiro 24, 2008

Enquanto isso em Bsb…

Fevereiro 23, 2008

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 Hoje eu e a Jú compramos a única coisa que faltava para nossa princesa que está nascendo. Brincos.

Foi em um lugar muito especial para nossa historia. A mesma joalheria onde comprei o anel que celebrou meu primeiro ano de namoro com minha esposa, onde encontrei nossos aneis de noivado/casamento e garimpei os delicados brincos que a Julia passou a ostentar nas orelhinhas a partir do segundo dia de vida.

Levamos pequeninos brincos de pérola. Um clássico.

Pena não ter encontrado a Vanilda que além de ter o nome da minha mãe foi a vendedora que me socorreu em todas estas passagens marcantes.

Momentos únicos, presentes únicos.

Dá até slogan de joalheria né? Quem tiver uma pode usar.

Provas de Amor

Fevereiro 22, 2008

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Do que vale ter um avião e não poder desfrutar da sensação de voar cortando as nuvens?

Adianta uma barra de chocolate nas mãos sem poder cravar os dentes e sentir explodir na boca o sabor do cacau?

E para o que serve o amor se não pudermos prová-lo, em tudo aquilo que ele pode nos oferecer. Se não conseguirmos degustar tudo o que nos prontificamos quando nos entregamos a uma grande paixão?

 

Amor pra ser amor tem que ser provado.

 

Experimentado, da mesma forma que só sabe o que é visitar o Himalaia, quem já teve a oportunidade de encarar e sentir o cheiro da montanha mais imponente da Terra.

 

Reafirmado, não simplesmente com frases bonitas ou flores, mas com atitudes extravagantes, demonstrações radicais de importância e afeto. Num espírito semelhante ao da mulher que ungiu Jesus derramando sobre sua cabeça aquele perfume caríssimo e que devido a essa declaração exagerada de amor foi citada pelo Mestre como digna de nota por todas as pessoas do mundo.

 

Mas quantas vezes nos omitimos e preferimos nos acomodar no pensamento de que “o amor da nossa vida” simplesmente sabe que nos importamos. Porque as contas estão pagas, ou por dirigirmos dentro da velocidade permitida. Quantas vezes escolhemos nos esquivar e nos omitir, em vez de agir e demonstrar?

 

Varias vezes escolhi o caminho mais fácil.

 

5º serie. Período matutino. Centenas de crianças correndo no pátio. E lá no meio meu irmão chorando porque alguém tinha batido nele.

E eu?  Bem, eu olhando tudo aquilo e fingindo não ser comigo.

 

Porque você não defendeu seu irmão? Foi a pergunta do diretor da escola.

E receber uma advertência? Minha resposta amarga.

 

Como já me arrependi por isso. Porque não fui lá e soquei aquele garoto? Porque preferi me abster? Porque não agi por instinto? Tantos porquês.

 

Uma certeza. Perdi a chance de demonstrar amor, publica e assustadoramente.

 

Graças a Deus o relacionamento com meu irmão é ótimo. Aprendi a lição. Por isso quando essa semana me vi totalmente obrigado a fazer uma viagem importantíssima e inadiável. Pensei e decidi tomar a direção correta.

 

Adiar o inadiável, sublimar o importantíssimo e não partir. Ficar ao lado da minha esposa enquanto esperamos o nascimento da nossa segunda filha.

 

A Palavra diz que todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus. Vi esse texto em ação essa semana. Por mais que no inicio minha decisão jogasse uma sombra de incerteza sobre a viagem e compromissos do DP. No final tudo se resolveu.

 

Meu grande amigo DD Junior foi me substituir nos shows para que eu  fizesse aquilo que só eu posso.

 

Presenciar o milagre da chegada de uma filha ao mundo. Segurando a mão da mulher da minha vida

 

Obrigado Discopraise por provarem o amor de vocês me liberando nesta hora especial.

Obrigado Nilma por ter provado seu amor pelo Reino liberando o DD para uma viagem de ultima hora.

Obrigado pastores, discipulos e galera que curte o DP, por entenderem que nestes dias preciso estar junto dos meus.

Obrigado Deus por permitir que eu demonstrasse o que sinto por minha família neste momento intimo, onírico e único.

 

E quanto a você que chegou até aqui neste texto enorme.

 

Quando a vida começar a socar alguém que você ama. Mesmo que seja numa manhã na entrada da escola. Não perca o momento. Tome a decisão certa. Lembre-se da mulher derramando perfume sobre o Rei. Prove seu afeto com a atitude mais radical que encontrar.

 

E descubra do que é feita essa força poderosa, que os poetas chamam de amor.

Sábado é dia de… Material E$colar

Fevereiro 10, 2008

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Segunda feira vão rolar grandes emoções aqui em casa. Vai ser o primeiro dia de aula da Julia. Hoje a Jú foi comprar o bendito material e$colar, com barrigão e tudo.

Pena toda a cidade ter tido a mesma idéia. Parecia que todos os pais e mães do universo tinham combinado de se encontrar nas papelarias da cidade.

E enquanto isso na Sala de Justiça!

Fiquei em casa para instalar armários. Aja caixinha, gaveta e baú pra guardar os presentes e “cositas” mais das três mulheres da minha vida.

É em momentos como esses que agente admira nossos pais de um jeito diferente.

37° Semana

Janeiro 31, 2008

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O carro tá abastecido?

Tá.

Você já aprendeu o caminho mais curto pro hospital?

Já.

O celular do Dr. Ramiro, tá na agenda?

Anotado.

A bolsa com as roupinhas, minha sacola, dinheiro tá tudo ai?

Tá sim.

Então agente pode dormir.

ZZZZZZZZ….

Com as próprias pernas

Janeiro 29, 2008

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Esbarrei num site gringo bem curioso o www.walkscore.com

A ideia dos caras é simples e bacana. É possivel determinar a qualidade de vida de um bairro baseada na “andabilidade”.

Não entendeu?

Explico.

O site calcula as distancias que podem ser percorridas a pé para chegar a supermercados, farmacias, pet shops e etc… a lógica é que a quantidade de lugares que possam ser alcançados numa boa caminhada determina muito sobre a qualidade do lugar onde se mora.

Legal né?

Nestes tempos em que agente tem que pegar o carro pra quase tudo, essa dica é valiosa. No Brasil o serviço ainda é muito capenga – mais estabelecimentos comerciais precisam se cadastrar. Mas olhar o site me inspirou.

Hoje eu e a Julia saimos para uma volta na nossa quadra. De mãos dadas fomos ver o mundo com os proprios olhos.

E as próprias pernas.

Tá Chegando!

Janeiro 27, 2008

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Gente Vocês não imaginam a expectativa que a segunda filha gera no coração dos pais.

Se antes agente ficava curioso imaginando com quem se pareceria, agora fica ainda mais interessante conversar sobre nariz, sobrancelha, coxas… De uma coisa agente já sabe. Tem as bochechas da mãe! Lindas por sinal.

Aos pouquinhos a casa toda vai se ajeitando, ficando ainda mais acolhedora, se minha vida já era rosa agora está ficando duplamente mais pink. E não é apenas a mobilia que vai ficando diferente, mais todas as pessoas ao nosso redor partilham da expectativa gostosa de esperar mais um pedacinho de gente.

Ontem a LuiSa (Ou LuiZa?) já ganhou festa. Tá chique hein?? Amigos queridos organizaram um chá de fraldas maravilhoso, o carro voltou pra casa abarrotado de presentes. A Julia também faz a festa e tem participado de tudo serenamente na medida do possivel.

Hoje passou um comercial onde aparecia um bebê.

- Papai, a LuiZa (ou LuiSa?) vai parecer com esse neném?

Quase chorei. É moçada. Tem jeito não. Caiu a ficha.

VOU SER PAI DE NOVO!!!